quarta-feira, 19 de agosto de 2009


Passive - A Perfect Circle


“Dead as dead can be,” my doctor tells me
But I just can’t believe him, ever the optimistic one
I’m sure of your ability to become my perfect enemy

Wake up and face me, don’t play dead cause maybe
Someday I will walk away and say, “You disappoint me,”
Maybe you’re better off this way

Leaning over you here, cold and catatonic
I catch a brief reflection of what you could and might have been
It's your right and your ability
To become…my perfect enemy…

Wake up (we'll catch you) and face me (come on now),
Don’t play dead (don't play dead)
Cause maybe (because maybe)
Someday I’ll (someday I'll) walk away and say, “You disappoint me,”
Maybe you’re better off this way
Maybe you’re better off this way
Maybe you’re better off this way
Maybe you’re better off this way

You’re better of this; you’re better off this;
Maybe you’re better off!

Wake up (can't you) and face me (come on now),
Don’t play dead (don't play dead)
Cause maybe (because maybe)
Someday I’ll (someday I'll) walk away and say, “You fucking disappoint me!”
Maybe you’re better off this way

Go ahead and play dead! (Go!)
I know that you can hear this (Go!)
Go ahead and play dead (Go!)
Why can't you turn and face me? (Wake up!)
Why can't you turn and face me? (Wake up!)
Why can't you turn and face me? (Wake up!)
Why can't you turn and face me? (You!)
You fucking disappoint me!

Passive aggressive bullshit.
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Eu simplesmente aaaamo essa música. Está entre as que eu acho perfeitas e geralmente eu fico um tempão sem ouvi-la, para então reencontra-la e amar de novo. É simplesmente lindo como o A Perfect Circle consegue fazer músicas com um som ótimo e uma essência feminina linda. Só ouvindo pra saber.
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Ele estava cansado da paralizia, do não saber o que dizer, como agir. Estava cansado de fitar aqueles olhos aflitos e lacrimosos e esquecer o movimento dos braços, dos gestos. Tão pequenos esses momentos, mas tão grandes! Como estátua ele permanecia a chorar por dentro, os olhos impassíveis.
"Tão frio" ela diria. Mas não, nunca frio, não há coração que bata mais depressa ou pele com mais calor que a dele, não há maior vontade que a dele de abraçar aquele pequeno corpo e dizer todas as palavras, entoar todos os cantos e murmurar todas as preces.
Lá ele permanece, como um Pause, um clímax que não tem fim e por isso agustia. E lá está ela mais uma vez, com seus abraços, seus passos trôpegos, sua voz chorosa. As promessas de amor, o amor verdadeiro, tudo isso descongela seu corpo e a alma pode falar uma vez mais.
Aquele grito calado sai em sorrisos e pedidos de desculpa. A paralizia torna-se dormência e desaparece.
Estão juntos uma vez mais.

2 comentários:

Anônimo disse...

Parece que esse momento é meu, embora seja todo seu! É bem estranho, mas é exatamente isso que estou vivendo, mesmo que em outro contexto e por outros motivos. É difícil sentir-se tão pequeno diante de olhos que choram, corpos de joelhos. Somos tão grandes e tão poderosos, mas às vezes podemos tão pouco. E deixar ser parece a única saída. So, "let it be". Sorriso pra você, Ocean Boy!

Fany Dimytria disse...

Eu adorei demais esse texto.
Não sei se vem aqui com muita frequência, mas vou usá-lo no meu blog, tudo bem?!
Esse texto parece ter sido escrito na essência de um dos melhores dias da minha vida.

Beijos.