Até o seu grito parar, até cansar meus ouvidos, até a última gota cair e o copo transbordar. Até a vontade/necessidade de sair por aí pelado superar a noção de ridículo e formos de mãos dadas. Até toda essa explosão de sexualidade chegar no limite e podermos nos olhar, humano e humano, sem maldades, e as segundas intenções tornarem-se apenas aquelas que vêm depois das primeiras. Não tenho medo do erotismo e da perversão, mas das maldades puras, do usar e apenas usar.Quando as árvores e os céus sucumbirem, quando os mares esgotarem-se e não restar pedra sobre pedra, poeira sobre poeira, quando sumirmos, eu e você nesse nada que é o cosmo, que são os planetas e os astros.
Quando tudo se for, que você esteja no mesmo sofá e que na prateleira tenhamos os mesmos livros que cairão sobre o mesmo tapete, com as páginas que falam sobre as mesmas manchas de suco nos mesmos vestidos brancos que balançam no mesmo vento do mar de ondas iguais.
Após esse tédio perverso que assola nossas vidas, que o big bang seja calmo e as reclamações muito comportadas e após o orgasmo intenso que nos levanta da cadeira a cada paixão, nos sentemos e comecemos a nos acostumar com a calmaria, a mesma calma violenta que surpreende uma criança.
Um comentário:
Eu não tenho a calma como algo constante em mim , será que consigo calmaria?
Só sei que mesmo com minha vida supereufuricaagitada,vou encontrando meu equilíbrio.
Há o orgasmo e há a canção de ninar , com direito a batida no bumbum.
Eu te Amo.
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