domingo, 14 de dezembro de 2008

Nirvana e chocolate

Enquanto andava sozinho pela grama repleta de estrelas, ele não pensava em estrelas. Como heroína, as sensações do exterior vinham ao seu cérebro com extrema rapidez, o que o fazia alucinar e querer vomitar.
"Ela tem olhos de índia", "Minha boca de gaivota", esses pensamentos tolos vinham à sua mente, esses pensamentos geniais que só ele sentia. Como comer chocolate e enfiar a cabeça na distorção de uma guitarra no exato instante em que derrete aquele prazer em barra e o choque da pancada no quinto traste, da pisada no pedal, penetra até as gônadas.
Estava louco, definitivamente estava louco. Graças a Deus.

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