O mundo ao avesso, mas o egoísmo me supera. A desconfiança, o cíume, as invenções, as coisas aflitas, as coisas ridículas, tudo gira na velocidade de um orgasmo.
Ácido, até o último fio de cabelo, as hemácias perto de desnaturar. Oh sangue, sangue, que importa? Corre se me corto, e quem me corta?
É um pedaço de filme que me faz feliz, é algo sem sentido. Eu preciso de ajuda, eu grito, e ninguém me ajuda. As pessoas passam, as pessoas prendem, as pessoas não prestam.
Esse é um daqueles momentos em que se cansa de ter fé e depois passa. Depois de um tapa, depois de um beijo, de uma música, de afeto, de risadas.
Quando bate a meia noite não há ninguém no quarto. Não nasci pra passar um segundo sozinho. Não suporto passar um dia inteiro acompanhado, não sei o que quero, sei pouco o que sou. São instantes em toda parte, esse corpo frágil feito de papel, essa vida que se quebra em duas, basta estar sozinho.
A imaginação fértil me assombra, os desejos me condenam, os sopros, os versos, a inspiração que se foi... completamente.
Mas isso passa e no final, sempre um sorriso.
No final sempre um sorriso...
Esse final não chega nunca.
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